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Veterinária

Laringe
Nome: Hemiplegia Laringeana
Subtitulo: "Cavalo Roncador"
Títulos Relacionados: Veterinária
Descrição:

A hemiplegia laringeana é um distúrbio em que há paralisia incompleta ou paralisia da musculatura laringeana impedindo a abdução (abertura) e a adução (fechamento) eficazes das cartilagens aritenóides (estruturas da garganta). Como consequência desta paralisia, os animais apresentam sinais clínicos de ronco ao trote ou galope.

Etiologia:

O nervo laríngeo recorrente é o responsável pela inervação de grande parte dessas estruturas anatômicas. A compressão ou lesão neste nervo ocasionará uma movimentação deficiente das cartilagens aritenóides, levando a uma diminuição do fluxo de ar.

Na maioria dos casos não existe uma causa conhecida para a paralisia laríngeana, portanto sem causa definida, sendo chamada então de Hemiplegia Laringeana Idiopática. Existe uma predisposição hereditária para essa enfermidade.

A maior parte dos casos clinicamente detectáveis de Hemiplegia Laringeana Idiopática acomete o nervo laríngeo recorrente esquerdo, mas pode acometer o direito também, embora em menor grau.

Prováveis causas da Hemiplegia Laringeana:

- Compressão ou estiramento mecânico do nervo laríngeo recorrente esquerdo ao passar pelo arco-aórtico (da artéria aorta).
- Neuropatias induzidas por vírus ou bactérias.
- Deficiências vitamínicas.
- Secundariamente a infecções perivasculares ou perineurais (injeções fora da veia)
- Intoxicação por carrapaticidas (organofosforados), envenenamento por chumbo, micose nas bolsas guturais, neoplasias, acidentes traumáticos na região do pescoço.

Sintomas:

Os sintomas aparcem normalmente depois dos três anos de idade, quando normalmente se inicia o treinamento. Mas também pode ser diagnosticada precocemente em potros jovens, através da endoscopia.

A abertura inadequada das aritenóides cria uma resistência inspiratória ao fluxo de ar e conseqüente deficiência nas trocas gasosas. O que ocasionará uma intolerância ao exercício que se percebe pelo cansaço e pela fadiga muscular.

Na maioria dos animais com Hemiplegia Laringeana Idiopática, além, da intolerância ao exercício, apresentam ruído inspiratório, daí o nome “cavalo roncador”.

Em casos graves essa enfermidade é bilateral afetando ambas cartilagens, e além do ruído, podem exibir insuficiência inspiratória severa, sendo necessário se fazer uma traque¬os¬tomia para melhorar o fluxo de ar para os pulmões.

Diagnóstico:

- exame endoscópico: visulização do posicionamento assimétrico ou amplitude de movimento das cartilagens aritenóides e relaxamento das pregas vocais do lado acometido.
- clinicamente: ruídos ou roncos inspiratórios durante os exercícios, intolerância à exercícios e fadiga muscular.
- “Slap Test” ou teste da palmada: em que através do endoscópio observa-se movimento das aritenóides logo depois da palmada realizada próxima à região da paleta-cernelha. Em eqüinos normais, quando a palmada é realizada em um dos lados do animal, ocorre abdução da cartilagem aritenóide contra¬lateral. Esse reflexo está ausente em eqüinos com Neuropatia laringeana Idiopática.

Classificação:

A Hemiplegia Laringeana Idiopática pode ocorrer em diferntes graus de gravidade.

Grau I - aparência de assimetria como um artefato, devido à posição do endoscópio.
Grau II - A maioria dos movimentos são simétricos com abdução total. A sincronia ou atraso na abdução pode ser vista, principalmente, na aritenóide esquerda.
Grau III - assimetria, porém com plena abdução
Grau IV - assimetria é marcada, não há plena abdução, mas alguns movimentos estão presentes.
Grau V - Hemiplegia verdadeira – assimetria marcada com ausência de movimento do lado afetado e não há resposta ao “Slap Test”)

Tratamento:

Os animais que apresentam classificação I e II conseguem conviver com o problema, não sendo necessária a intervenção cirúrgica.

Os animais com grau III, alguns profissionais preferem esperar e outros optam pela cirurgia.

Os animais com graus IV e V, devido à intensa diminuição no fluxo de ar e acentuada intolerância ao exercício, devem ser submetidos à intervenção cirúrgica.

A intervenção cirúrgica utilizada é a Laringoplastia - uso de uma prótese para manter a aritenóide acometida aberta, através de dois fios de sutura não absorvíveis. Complicações à cirurgia podem ocorrer: infecção crônica da prótese, ossificação da cartilagem, dificuldade em deglutir (disfagia), pneumonia por aspiração de alimentos, inflamação das cartilagens (condrite), tosse, formação de tecido de granulação e em alguns casos, o fio de sutura pode cortar a cartilagem, fazendo assim com que a cartilagem retorne parcialmente ou integralmente à posição original e assim o animal volta a roncar.


Por Maria Sylvia Kopp - CRMV/SP 10.755

Bibliografia: THOMASSIAN, A. Enfermidades dos cavalos

Equipe CavaloWeb